E Quando a Crítica Interior Não Nos Deixa Parar
- Heliane Pontes

- 16 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Um dos efeitos mais sutis e mais perigosos do crítico interior é nos impedir de fazer pausas. Quantas vezes você já se pegou pensando: “não posso parar agora”, “se eu descansar, estarei sendo preguiçosa”, ou “ainda não fiz o suficiente para poder fazer uma pausa”?
Frank Ostaseski nos lembra: “Do ponto de vista de quem critica, nada que você faz é bom o suficiente.”
Essa exigência constante mina nossa energia e nos afasta da possibilidade de nos recarregar. Em vez de ouvir o corpo e respeitar nossos limites, deixamos que essa voz ditatorial dite o ritmo e o resultado é exaustão, ansiedade e um vazio que não se preenche.
Desde cedo, internalizamos vozes externas de aprovação e reprovação, que moldam nossa autoestima e comportamento. Essa voz persiste ao longo da vida, alimentando insegurança, medo e culpa , e nos levando a evitar mudanças, ousadia ou até mesmo momentos de descanso.
Pausar é um Ato de Coragem a autoamor
Ostaseski convida a um olhar amoroso sobre nós mesmos: “Abra espaço para os defeitos, bem como para a pureza, a força, a vulnerabilidade, o sucesso e os erros.”
Isso inclui permitir-se descansar, desligar, respirar. Pausar não é fracasso, é um ato de coragem e de autocompaixão. É na pausa que reabastecemos a energia para viver com mais presença e clareza.
E Como Calar o Crítico?
Consciência: perceber e nomear a voz crítica quando ela surge.
Autocompaixão: responder com gentileza, não com dureza.
Humor: rir da própria crítica para diminuir seu poder.
Pausas Conscientes: lembrar-se de que descansar é parte essencial do processo de viver, não um luxo.
Dessa forma, recuperamos nosso poder interior e nos ligamos novamente à nossa essência, permitindo que vulnerabilidades se tornem fonte de crescimento.
O Poder do Amor
“A aceitação é um ato de amor... transforma a dor e a vergonha em compreensão e empoderamento.”
É por meio desse amor, por nós mesmos e pelos nossos processos, que realmente nos libertamos da tirania da crítica interior. E é nele que encontramos a permissão para parar, respirar e nos recarregar, lembrando que ser humano também é saber pausar.
Domar o crítico interior não significa silenciá-lo para sempre, mas aprender a responder com compaixão e coragem. Ao acolher nossas falhas e sucessos, ao permitir pausas no caminho, abrimos espaço para uma vida mais leve, mais verdadeira e profundamente humana.
E você?
Como o seu crítico interior aparece na sua vida?
Você tem conseguido se permitir pausar, descansar e recarregar sua energia, ou ainda sente culpa quando faz isso?
Deixe seu comentário, vou adorar saber da sua experiência!
Deixo aqui um indicação de leitura:
OSTASESKI, Frank. Os cinco convites: descobrindo o que a morte pode nos ensinar sobre viver plenamente. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.




Comentários