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E Quando a Crítica Interior Não Nos Deixa Parar

 


Um dos efeitos mais sutis e mais perigosos do crítico interior é nos impedir de fazer pausas. Quantas vezes você já se pegou pensando: “não posso parar agora”, “se eu descansar, estarei sendo preguiçosa”, ou “ainda não fiz o suficiente para poder fazer uma pausa”?

 

Frank Ostaseski nos lembra: “Do ponto de vista de quem critica, nada que você faz é bom o suficiente.”

 

Essa exigência constante mina nossa energia e nos afasta da possibilidade de nos recarregar. Em vez de ouvir o corpo e respeitar nossos limites, deixamos que essa voz ditatorial dite o ritmo e o resultado é exaustão, ansiedade e um vazio que não se preenche.


Desde cedo, internalizamos vozes externas de aprovação e reprovação, que moldam nossa autoestima e comportamento. Essa voz persiste ao longo da vida, alimentando insegurança, medo e culpa , e nos levando a evitar mudanças, ousadia ou até mesmo momentos de descanso.


 

Pausar é um Ato de Coragem a autoamor

 

Ostaseski convida a um olhar amoroso sobre nós mesmos: “Abra espaço para os defeitos, bem como para a pureza, a força, a vulnerabilidade, o sucesso e os erros.”

 

Isso inclui permitir-se descansar, desligar, respirar. Pausar não é fracasso, é um ato de coragem e de autocompaixão. É na pausa que reabastecemos a energia para viver com mais presença e clareza.

 

E Como Calar o Crítico?

 

  • Consciência: perceber e nomear a voz crítica quando ela surge.

 

  • Autocompaixão: responder com gentileza, não com dureza.

 

  • Humor: rir da própria crítica para diminuir seu poder.

 

  • Pausas Conscientes: lembrar-se de que descansar é parte essencial do processo de viver, não um luxo.

 

Dessa forma, recuperamos nosso poder interior e nos ligamos novamente à nossa essência, permitindo que vulnerabilidades se tornem fonte de crescimento.

 

O Poder do Amor

 

“A aceitação é um ato de amor... transforma a dor e a vergonha em compreensão e empoderamento.”

 

É por meio desse amor,  por nós mesmos e pelos nossos processos, que realmente nos libertamos da tirania da crítica interior. E é nele que encontramos a permissão para parar, respirar e nos recarregar, lembrando que ser humano também é saber pausar.

 

Domar o crítico interior não significa silenciá-lo para sempre, mas aprender a responder com compaixão e coragem. Ao acolher nossas falhas e sucessos, ao permitir pausas no caminho, abrimos espaço para uma vida mais leve, mais verdadeira e profundamente humana.

 

E você?

Como o seu crítico interior aparece na sua vida?

Você tem conseguido se permitir pausar, descansar e recarregar sua energia, ou ainda sente culpa quando faz isso?


Deixe seu comentário, vou adorar saber da sua experiência!



Deixo aqui um indicação de leitura:

OSTASESKI, Frank. Os cinco convites: descobrindo o que a morte pode nos ensinar sobre viver plenamente. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.


 
 
 

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