top of page

Cuidado! Com a Violência e o Abuso Silencioso.



Muitas vezes pensamos em abuso como algo que deixa marcas visíveis: agressões, explosões de raiva, gritos. Mas o abuso mais difícil de reconhecer é aquele que se esconde nas entrelinhas: o abuso sutil.


Tenho atendido muitas mulheres que, só depois de anos de relacionamento, percebem que viveram aprisionadas em frases, olhares e “cuidados” que, na verdade, eram formas de invalidação, agressão, abuso e tortura psicológica.



Palavras são poderosas. Elas constroem ou destroem.

Um comentário como: “Você nunca termina nada do que começa” pode parecer apenas uma crítica construtiva.Mas, repetido ao longo do tempo, mina sonhos, rouba autoestima e coloca a mulher em um lugar de dúvida constante sobre si mesma.


“Você está exagerando, é coisa da sua cabeça” soa como preocupação, mas deslegitima sentimentos e fragiliza a confiança na própria percepção.


E não para por aí. Frases como:


"Não sei como alguém vai te aguentar desse jeito.”

“Nossa, você está muito sensível, não foi nada demais.”

“Eu só estou brincando, você não tem senso de humor?”

“Deixa que eu faço, você não sabe direito.”

“Pra que você vai gastar tempo com isso? É besteira.”

“Se fosse importante mesmo, você já teria feito.”

Você não consegue sem mim.”

“Isso não combina com você, melhor deixar pra lá.”


Todas parecem simples frases ou até preocupações, mas no fundo diminuem, invalidam e retiram o direito de existir plenamente.



Esses abusos não acontecem apenas em relações amorosas. Estão presentes também no trabalho, nas amizades e até na família.Sempre com o mesmo efeito: apagar a essência, silenciar necessidades e diminuir a potência de quem somos.


Uma série que indico, disponível na Netflix — Angela — traz de forma muito impactante a realidade de um relacionamento abusivo. A série mostra cenas fortes, explícitas e por vezes chocantes, que representam o ápice da violência.

Mas o maior alerta está nos detalhes sorrateiros e cotidianos: os comentários desdenhosos, os silêncios manipuladores, os “cuidados” que são, na verdade, formas de controle.

É para isso que você deve olhar com atenção. Para os pequenos sinais, para as falas repetidas, para aquilo que parece “normal”, mas que vai silenciosamente desmontando uma mulher por dentro.



Não aceite. Não silencie. Observe. Peça ajuda. Não permita que sua voz, seu brilho e sua essência sejam diminuídos por ninguém.


A violência nem sempre grita. Às vezes, ela sussurra. E é nesses sussurros que muitas vidas se perdem. Esteja atenta aos sinais invisíveis. Eles também machucam. E você não está sozinha.

 
 
 

Comentários


bottom of page